A rastreabilidade de alimentos na prática

No ramo de hortaliças, rastreabilidade é essencial para comprovar o manejo responsável que os produtores adotam a campo. Além disso, permite que o produtor esteja em dia com a legislação atual

O seu Luiz*, agricultor que produz hortaliças no interior do Rio Grande do Sul, comercializa os produtos para supermercados e outros comércios locais e regionais. Ele mantém a produção com o sistema de hidroponia protegido, ou seja, utiliza estruturas de estufas com a técnica hidropônica como base, que usa o cultivo em água, por onde as plantas recebem os nutrientes necessários para se desenvolver.

Semanalmente, seu Luiz faz entregas em pelo menos dois dias aos pontos de venda, dando vazão à produção e gerando fluxo de caixa para o negócio. O manejo das hortaliças é feito por ele e um funcionário de confiança. Ambos seguem um padrão técnico indicado por um engenheiro-agrônomo, que também o auxiliou na implantação do sistema.

Diariamente, os dois monitoram o desenvolvimento de alfaces, temperos e rúculas. Eles também monitoram as condições da água, como o pH, que leva até as plantas os nutrientes, bem como as dosagens adequadas desses produtos.

Isso tudo é registrado em um caderno de campo digital, que pode ser acessado pelo smartphone. Assim, todos esses dados ficam armazenados na nuvem, de modo que podem ser consultados ao logo do tempo, caso haja alguma necessidade de verificar esses procedimentos.

Eles também registram digitalmente os lotes que são formados para serem entregues nos pontos de venda, de modo que caso lá na ponta haja algum questionamento ou infortúnio, é possível saber em qual dia este alimento saiu da propriedade. Assim, ele consegue rastrear qual o manejo que foi feito com aqueles itens.

Seu Luiz usa somente produtos recomendados para as culturas que cultiva na propriedade, bem como as dosagens indicadas. Por isso, ele trabalha com muita tranquilidade do ponto de vista técnico-agronômico. Se qualquer consumidor quiser ver de perto como funciona o sistema de produção, ele não se desvia em explicar os detalhes.

Aquelas informações que ele e o funcionário reúnem ao longo do ciclo de produção ficam disponíveis por meio de um código, que precisa ficar visível nas embalagens dos produtos. Assim, o consumidor pode acessá-lo com a câmera do smartphone e ver esse passo a passo da produção, a localização das estufas, datas de colheita, entre outros detalhes. É a rastreabilidade representada com aquele código.

Entendeu como pode ser simples?! Essa história do seu Luiz, nosso personagem fictício, se reproduz em clientes da O Agro que usam a ferramenta Origem Garantida nas mais diversas regiões produtoras do Brasil.

transparência com o consumidor e em dia com a legislação

Além das vantagens de ter todos os dados relacionados à produção registrados e armazenados de forma segura, legalmente o produtor precisa ter uma ferramenta de rastreabilidade para estar em dia com a legislação. Trata-se da Instrução Normativa Conjunta 02, de 7 de fevereiro de 2018, que é do Mapa e da Anvisa.

O não cumprimento da rastreabilidade pode gerar advertência, multa, apreensão de produtos e até mesmo suspensão de vendas do produtor/fabricante.

 

*Chamamos de Luiz nosso personagem fictício

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