Produção integrada de uva prevê manejo mais sustentável

Entra em vigor em 1º de julho a Instrução Normativa nº 21, publicada no Diário Oficial da União (DOU), que traz as normas técnicas específicas para a Produção Integrada de Uva em Processamento (PIUP).

Conforme a Embrapa, a Produção Integrada de Uva para Processamento é um sistema de adesão voluntária que possibilita a certificação da produção de vinhos e sucos de alta qualidade. O sistema prioriza a segurança do alimento, através do monitoramento de insetos e ácaros pragas e doenças, dando prioridade a métodos seguros, com uso correto de agroquímicos, com foco na sustentabilidade, aumento da rentabilidade, tornando o produtor mais competitivo em um cenário de economia globalizada e mercados exigentes em qualidade.

Segundo o coordenador-geral de Sistemas Integrados de Produção Agrícola do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Marcus Vinícius Martins, as normas técnicas são uma ferramenta importante para orientar os produtores e vinícolas a produzirem sucos de uva e vinhos com maior qualidade e destaque no cenário nacional.

– A certificação do processo produtivo permite aos agricultores e vinícolas agregar valor aos produtos comercializados e a utilização do Selo Brasil Certificado: Agricultura de Qualidade. O consumidor ainda tem a garantia de estar comprando um alimento seguro para o consumo. Além de auxiliar na gestão da propriedade rural, na redução dos custos e na conservação do meio ambiente – explica.

As normas técnicas para a produção integrada de uva estão divididas em 13 tópicos: Capacitação; Gestão Ambiental; Material Propagativo; Implantação de Vinhedos; Nutrição de Planta; Manejo do Solo; Irrigação; Manejo da Parte Aérea; Proteção Integrada da Planta; Colheita; Carência e Sistema de Rastreabilidade e Auditoria; Análise de Resíduos e Assistência Técnica e Mão de Obra.

Como funciona a produção integrada?

As normas técnicas de produção são testadas e validadas a partir da aplicação em unidades-piloto. Neste processo, são utilizadas as mais adequadas tecnologias, buscando a racionalização do uso de produtos agroquímicos, o monitoramento da água, do solo, da cultura, da pós-colheita e a implantação de registros em todas as fases de produção para obtenção da rastreabilidade.

Ao final do trabalho, estarão disponíveis para os produtores todas as orientações estabelecidas para o sistema de Produção Integrada: normas técnicas específicas, grade de agroquímicos, listas de verificação, cadernos de campo, cadernos de pós-colheita e cadernos de agroindustrialização, todos aprovados e homologados pelo Ministério da Agricultura.

A adesão à Produção Integrada é voluntária. Quem optar por seguir o modelo deverá cumprir todos os critérios estabelecidos nas normas técnicas.

 

*Com informações do Mapa e da Embrapa

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