Safra de pinhão: alimento que mexe com a memória afetiva do consumidor

Rico em calorias e com diversos benefícios para a saúde humana, o pinhão é uma dessas iguarias muito ligadas à cultura de diversos povoados. No Sul, a época mais fria do ano se torna até caricata com a inclusão do pinhão na culinária. Faz parte da memória afetiva de muitas pessoas degustar o pinhão em família, se aquecendo perto de lareiras ou mesmo do bom e velho fogão a lenha.

Nutricionalmente, o pinhão é um alimento rico em fibras, podendo prevenir doenças intestinais. Também é composto por vários minerais, como cobre, zinco, manganês, ferro, magnésio, cálcio, fósforo, enxofre e sódio. 

Merece destaque no fornecimento de potássio, mineral que ajuda a controlar a pressão arterial. É isso que mostra uma pesquisa da Embrapa Florestas, que visa promover a inclusão do alimento na mesa do brasileiro.

Comercialmente, é uma cultura importante e com diferenciais é uma oportunidade de renda. Em Santa Catarina, conforme levantamento da Epagri, é estimado um aumento de 25% na produção estadual em relação a 2021. 

A expectativa é colher mais de 6 mil toneladas na safra deste ano, segundo a instituição. Em solo catarinense, os municípios maiores produtores de pinhão se localizam no Planalto Sul. A colheita começou ainda em 1° de abril, seguindo legislação criada em 2011.

No Rio Grande do Sul, a colheita começou em 15 de abril. Segundo a Emater/RS, a produção deve se manter baixa se comparado com anos anteriores, consequência da estiagem que foi registrada no verão, bem como em uma diminuição de área de araucária.

Já no Paraná, outro Estado produtor, o Instituto de Desenvolvimento Rural do Estado atende cerca de 300 produtores de pinhão. O Estado é precursor de uma nova forma de comercialização do produto já cozido e embalado a vácuo. Foi uma iniciativa de uma cooperativa de produtores com apoio do instituto. É uma forma de buscar popularizar mais o consumo e também favorecer que o produtor possa vender o alimento em mais períodos do ano.

Pinhão na chapa é uma das formas ser servir o alimento

produto rastreado

Também é do Paraná um dos produtores que rastreia a produção e usa soluções da O Agro Softwares para o Agronegócio. Vagner Teixeira, de Capitão Leônidas Marques, produz hortaliças e, nesta época do ano, inclui o pinhão no rol de produtos.

Segundo ele, na região de atuação o preço pago pelo quilo do pinhão está mais competitivo se comparado ao ano passado, motivado por uma produção menor.

– A estiagem afetou a cultura. Também neste ano não temos muita mão de obra para a colheita, então isso reduz a quantidade de pinhão no mercado – conta, citando ainda que pode haver um encarecimento do produto na gôndola do supermercado, uma vez que em virtude da estiagem o pinhão ficou pronto para colheita mais cedo.

– Neste ano não teremos pinhão tardio, que habitualmente era colhido em julho. Com isso, a tendência é que o produto se torne mais caro nos próximos dias – acredita.

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