Ei, consumidor, o que você vai comprar na Expointer?!

Salame, copa, erva-mate, pão de milho, queijos dos mais diversos tipos, outros derivados lácteos, geleias, mel. São tantos os produtos que devem integrar os mais de 200 estandes da Feira da Agricultura Familiar dentro da 44ª Expointer, que é praticamente impossível listá-los. A expofeira começa neste sábado, dia 4 de setembro, e segue até o dia 12 de setembro, um domingo.

A retomada de eventos presenciais com protocolos sanitários específicos – em função da pandemia do novo coronavírus – sinaliza um momento de esperança para os participantes deste importante canal de comercialização. Este é um momento oportuno também para o consumidor que vai até a feira – serão liberados acessos para 800 visitantes por vez dentro da estrutura de 7 mil metros quadrados – perceber a diversidade de alimentos coloniais e da agricultura que são produzidos no Estado, fora aqueles que também vem de outras unidades da federação.

Mais do que isso, é hora de dar um voto de confiança para alimentos inspecionados – um dos requisitos para participar do evento. Outro ponto importante: quantos destes alimentos são rastreados? Como saber qual o caminho destes itens desde a propriedade rural ou agroindústria até a mesa do consumidor?

Por mais que no Brasil a obrigatoriedade pela rastreabilidade seja exigida em alimentos crus, como algumas frutas, verduras e legumes, há que levar em conta que todo e qualquer alimento deve ter uma origem de confiança do ponto de vista sanitário, e a clareza em relação a isso pode ser potencializada com ferramentas de rastreabilidade. Como consumidores, as pessoas podem desenvolver este olhar mais apurado na compra dos itens que são servidos à família. Afinal, a alimentação faz parte da manutenção da saúde das pessoas – ou deveria fazer.

Espaços como a Expointer são uma boa oportunidade para que o público de grandes centros, no caso o da região metropolitana de Porto Alegre, possa se aproximar do agricultor e empreendedor rural da área de alimentos, conhecendo mais a realidade gaúcha ligada a este segmento. Além disso, é uma oportunidade para potencializar o uso de ferramentas digitais.

Mas todo alimento pode ser rastreado?

Ousamos em dizer que sim! E o motivo é simples: se o alimento tem origem, tem procedência, pode ter sua matéria-prima e seu processo de produção desenhados, também pode ser rastreado. Deixar isso claro para o consumidor é demonstrar o cuidado com o que é produzido, com quem consome e com o setor como um todo. Afinal, muitas vezes não é suficiente ser bom, é preciso deixar claro os processos que comprovam a qualidade vendida por meio de um embutido ou um lácteo, ou qualquer outro alimento que chega à mesa das pessoas.

Foto: Cláudio Fachel/Palácio Piratini

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