Área de trigo cresce junto com a necessidade da rastreabilidade

Sementeiras alinham aumento da produção com a modernização do processo produtivo, incluindo o uso da rastreabilidade

Com o cenário econômico favorável, a expectativa é que as lavouras de trigo tenham um incremento de área e de produção. No Rio Grande do Sul, por exemplo, é esperado superar a marca de 1 milhão de hectares. Esse aumento de área é percebido por sementeiras que, junto com o aumento da produção, buscam modernizar o processo produtivo através do uso da rastreabilidade.

No Estado de Santa Catarina, o engenheiro-agrônomo e responsável técnico da Cooperativa Agropecuária Camponovense (Coocam), Helan Paulo Paganini, conta que visualiza um salto na produção de trigo.

– Na comparação desta safra com a passada, nós praticamente dobramos a área de plantio na matriz, onde boa parte é destinada a produção de sementes – relata Paganini, contraponto com o cenário dos últimos anos em que vinha diminuindo a área cultivada.

A expansão da Coocam não se limita unicamente à lavoura. Paganini revela que a cooperativa está ampliando sua área de atuação e um facilitador para este processo foi a rastreabilidade da semente.

– Com a rastreabilidade podemos mostrar com transparência os processos de produção de sementes, com os tratos culturais no campo, com todo procedimento feito dentro da UBS e mostrar ao produtor qual é o produto final que ele está adquirindo – destaca Helan, reforçando que é um processo fundamental em um mercado tão competitivo.

O que a Coocam vivencia não é distante do que acontece com a São Diogo Sementes. O responsável técnico e engenheiro-agrônomo na empresa tupanciretanense Mauricio de Freitas expõe que o investimento em rastreabilidade é, também, uma forma de agregar no controle interno de qualidade. Buscando uma maior assertividade do produtor no recebimento de um produto de alta qualidade genética, física e fisiológica a rastreabilidade é utilizada.

– Jogamos todas as informações dentro do app e a um toque de celular o produtor tem os mesmos dados que eu tenho, desde a implantação do campo, as vistorias, o beneficiamento até a expedição, toda a integridade da semente fica rastreada – destaca Freitas, sobre a rastreabilidade garantir maior credibilidade e transparência.

A São Diogo Sementes possui uma área de 6.050 hectares destinados para a produção de sementes e de grãos de trigo. Mauricio destaca que a empresa está otimista com a precificação e, também por isso, resolveu ampliar a área da cultura.

– No cereal de inverno nossa atuação é muito ampla, visto que atuamos em todo o Rio Grande do Sul e partes de Santa Catarina e Paraná – complementa.

A precificação foi diagnosticada como um fator de crescimento também pela responsável técnica e engenheira-agrônoma da Sementes Taufer, Arieli Menosso. Outro fator enfatizado por Arieli foi a tendência de os moinhos passarem a adquirir mais trigo nacional devido ao valor do frete e do dólar.

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