Manejo pós-colheita define o sucesso da próxima safra

A Safra de Verão 2020/2021 está chegando ao fim em diversas regiões produtoras. Com isso, o manejo do sistema de produção após a colheita da soja e milho, por exemplo, é fundamental para o sucesso da próxima temporada. Entre as diversas ações que o produtor deve ficar atento, a principal está relacionada à implantação das espécies de inverno e à dessecação da área para que não ocorra a ressemeadura natural de plantas daninhas. O alerta é do engenheiro-agrônomo e CEO da O Agro Softwares para o Agronegócio, doutor Alexandre Gazolla.

Conforme Gazolla, para o efetivo controle das plantas daninhas no sistema inverno/verão é necessário lembrar alguns aspectos básicos, como a rotação de culturas; a correta utilização das práticas agrícolas, a época de semeadura e o controle em áreas de pousio e bordaduras da lavoura, associado à precisão na utilização de herbicidas.

– A eficiência no controle das plantas daninhas deve ser otimizada durante seu desenvolvimento inicial, pois quanto menor a planta daninha, maior a facilidade de controlá-la. O agricultor deve garantir um intervalo mínimo entre o controle e o estabelecimento da cultura de 30 a 40 dias, favorecendo o armazenamento de água no solo, decomposição da palha e a ciclagem de nutrientes; aspectos integrados às boas práticas agronômicas relacionadas ao controle de plantas daninhas, pragas e doenças – orienta o doutor em Produção e Tecnologia de Sementes.

Outro fator que deve ser considerado no momento da colheita, segundo Gazolla, é a distribuição uniforme da palha sobre o solo pela colhedora. “Esse aspecto é fundamental para o sucesso do Sistema Plantio Direto. Os cuidados nesta fase garantem benefícios nas próximas etapas do sistema de produção, como a distribuição de sementes e a emergência uniforme das plantas da cultura subsequente”, reforça.

Ainda segundo ele, a palha cria um ambiente extremamente favorável às condições físicas, químicas e biológicas do solo contribuindo para o controle de plantas infestantes, estabilização da produção e recuperação ou manutenção da qualidade do solo. “Nesta equação, a rotação e sucessão de culturas devem ser adequadas para proporcionar a manutenção de uma cobertura mínima do solo com palha”, enfatiza.

O CEO da O Agro Softwares para o Agronegócio aproveita para ressaltar que essas estratégias também auxiliam na gestão do banco de sementes de plantas daninhas no solo e o controle de hospedeiros intermediários, reduzindo a ocorrência de plantas daninhas, pragas e doenças, responsáveis pela queda de produtividade, qualidade e rentabilidade do agricultor. “Para exemplificar, destacamos o manejo da buva (Conyza bonariensis e Conyza canadensis), que tem seu processo de germinação e infestação iniciado durante o pousio e desenvolvimento das lavouras de cereais de inverno e/ou safrinha de milho. Ao utilizarmos herbicidas de forma eficiente nesta época integrado a rotação de culturas, observamos significativa redução na população desta espécie”, destaca.

 “A palha cria um ambiente extremamente favorável às condições físicas, químicas e biológicas do solo contribuindo para o controle de plantas infestantes, estabilização da produção e recuperação ou manutenção da qualidade do solo.”

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