Tudo pronto para mais uma safra de trigo?

O cenário segue otimista para a cultura do trigo. A alta no preço das commodities é o principal fator que sustenta a projeção de aumento na área a ser cultivada na temporada no Brasil, segundo levantamentos da Conab.

Por mais que a janela de semeadura do trigo seja no mês de maio, conforme o zoneamento agrícola e de risco climático, o momento é oportuno para o produtor planejar a safra, optando por práticas que garantirão maior produtividade e rentabilidade, a exemplo do planejamento de semeadura. Com o auxílio de alguns profissionais, vamos elencar os principais elementos que compõe esse planejamento e que vão ajudar na tomada de decisão e garantir a eficiência na produtividade da safra de inverno. Vamos lá?!

Muitos produtores utilizam a mesma área de plantio para fazer a rotação do trigo com a soja, o que vai ajudar na criação de palhada e melhorar as condições do solo. A rotação de cultura é uma prática que auxilia no controle de pragas, doenças e plantas daninhas, inclusive, é eficiente para o aumento do rendimento de grãos de trigo.

A análise do solo está entre as etapas essenciais para garantir a boa germinação do trigo. É crucial fazer a análise e a correção deste com calcário e/ou fertilizante. O calcário favorece o desenvolvimento das raízes e facilita a utilização dos nutrientes do solo e dos adubos pelas plantas. Já o uso de fertilizantes ajuda no incremento da produtividade e pode impactar na qualidade dos grãos.

Sem dúvida, o clima desafia o produtor a cada safra. Por isso, ficar atento às condições climáticas e seguir o calendário de plantio, conforme o zoneamento, previne perdas que podem impactar toda a produção. De acordo com Gilberto Cunha, agrometeorologista da Embrapa Trigo, a previsão é de neutralidade no outono. O clima neutro deverá favorecer a implantação das culturas de inverno, com boa umidade no solo para as operações de semeadura e baixa incidência de doenças fúngicas no desenvolvimento inicial das plantas.

– Ainda estaremos sofrendo a influência do La Niña, que vai perdendo força até o fim da estação, levando à neutralidade na temperatura das águas do Oceano Pacífico. Assim, temos a previsão de chuvas dentro das médias históricas ou até abaixo do padrão normal para a Região Sul, que historicamente se mantém entre 100 e 150 mm/mês – explica o pesquisador.

O doutor em Produção e Tecnologia de Sementes e CEO da O Agro – Softwares para o Agronegócio, Alexandre Gazolla, ressalta que é vasto o portfólio de variedades disponíveis no mercado, mas é preciso avaliar e escolher quais as que vão assegurar a alta produtividade da lavoura e a qualidade do grão no fim da safra. “O produtor deve levar em conta a adaptação dessa cultivar na região que se encontra, o perfil de qualidade, o potencial de rendimento e também ficar atento nas demandas do mercado”, frisa.

Gazolla também destaca a importância de utilizar sementes de qualidade, com alto potencial de germinação e vigor, pureza e sanidade. “A escolha da semente adequada, sem dúvida, é um dos grandes pilares para garantir a eficiência na produtividade. Neste contexto, também é preciso observar se a semente é certificada”, orienta o doutor em Sementes.

Para garantir que a semente é de qualidade, o produtor pode enviar amostras destas para o laboratório de análise. Caso necessite, deve-se fazer o tratamento de sementes, com os produtos registrados para a cultura e sob orientação de um técnico qualificado. Após o plantio, o acompanhamento em todas as fases do cultivo é essencial para prevenir pragas e doenças e controlar plantas daninhas.

Como já mencionado, optar por sementes com alto potencial e vigor fazem toda a diferença durante o cultivo. Neste caso, a rastreabilidade de sementes é uma grande aliada de quem faz do campo a sua principal fonte de renda. Escolher sementes de fornecedores confiáveis podem ajudar o produtor a evitar sementes de plantas daninhas, por exemplo. A rastreabilidade destas permite que o produtor tenha conhecimento do registro de todas as atividades e aplicações que ocorreram nas áreas de produção de sementes, da semeadura até a colheita. “É preciso disponibilizar de forma acessível essas informações a todos os agricultores, para que eles possam tomar a melhor decisão na hora de planejar a safra”, reitera Gazolla.

Checklist para a semeadura

  • Utilize sementes de qualidade
  • Prepare o solo adequadamente
  • Realize o manejo de resíduos culturais e plantas daninhas
  • Faça a adubação conforme análise de solo e estratégia definida no planejamento da lavoura
  • Respeite o período indicado pelo zoneamento agrícola
  • Utilize a densidade adequada (geralmente entre 300 e 330 sementes aptas/m²)
  • Profundidade mais indicada: 2 a 5 cm
  • Espaçamento entre linhas: 17 a 20 cm

Fonte: Embrapa Trigo

Conheça o Sementes Rastreadas!

O software permite o registro, controle e a rastreabilidade das informações durante todos os processos, desde os campos de produção, beneficiamento na UBS até a comercialização. Além disso, possibilita que o produtor disponibilize para o consumidor das sementes essas informações, aproximando os agentes envolvidos na cadeia produtiva.

Veja mais em www.sementesrastreadas.com.br.

 

 

Solicite um orçamento ou tire suas dúvidas:

(55) 9.9707-0909
(54) 3194-0098
contato@oagro.com.br

 

Deixe uma resposta