Soja: como os testes de qualidade podem auxiliar na tomada de decisão?

Em 2020, o dólar elevado foi fundamental para dar suporte às cotações de soja, resultando em preços excepcionais. A oleaginosa tornou-se mais competitiva e a China aumentou sua demanda por alimentos, procurando o produto brasileiro. As exportações de soja dispararam e houve aumento da demanda interna com incremento das exportações de carnes.

Para a safra 2020/2021, um novo recorde na produção é esperado. Ou melhor, tendo em vista os preparativos para a colheita, esta projeção está perto de ser confirmada. Segundo o economista Luiz Fernando Gutierrez Roque, de Safras & Mercado, a produção desta temporada deve ser superior a 130 milhões de toneladas. Ainda segundo ele, o mercado deve manter os preços firmes, com o dólar acima de US$ 5,00. Estes números se complementam com o sexto levantamento da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), que estima aumento de 4,1% na área cultivada – 38,5 milhões de hectares –, comparado ao ano anterior e produção de 135,1 milhões de toneladas.

Esse cenário de otimismo, com a competitividade da oleaginosa em alta, por exemplo, traz à tona um outro ponto que merece ser observado: a expertise brasileira na produção de sementes de qualidade, com potencial genético e tecnológico para produzir plantas de alta performance. Isso se deve ao trabalho efetuado nos laboratórios de controle de qualidade, que avaliam todas as etapas do processo produtivo das sementes, a começar pelos campos de produção, que devem ser regidos por normas e acompanhados de perto por profissionais qualificados, focando no manejo rigoroso de plantas daninhas, doenças e pragas, pois dependendo da incidência o campo pode ser prejudicado e a rentabilidade do produtor afetada.

Outra etapa importante da produção e que merece mestria desse trabalho nos laboratórios é a pré-colheita, momento em que a semente atingiu a maturidade fisiológica, mas ainda não pode ser colhida devido a sua umidade elevada, permanecendo no campo e aguardando a redução da umidade. Nesta etapa, é preciso atentar às variações climáticas, como temperatura, umidade e a ocorrência de chuvas, que causam deterioração e consequentemente perda de qualidade. Vale lembrar que não são todas as cultivares que reagem da mesma forma a essas variações.

Testes de qualidade a partir da pré-colheita

Tendo em vista esses fatores climáticos mencionados, é importante que o controle de qualidade esteja inserido em todo o processo produtivo, monitorando a qualidade por meio de testes. Na pré-colheita, por exemplo, é possível realizar o teste de tetrazólio, que identifica danos causados por percevejo e deterioração por umidade, expressando principalmente o vigor das sementes. Já durante a colheita, as sementes devem passar por avaliação de dano mecânico, identificado por meio de teste como o hipoclorito e a avaliação de bandinha.

Estando o campo colhido e as sementes transportadas, inicia o processamento na UBS. No momento da recepção, são realizados testes de pureza física e varietal e de umidade. Após o beneficiamento das sementes, são realizados testes que expressam o vigor, utilizando os testes de envelhecimento acelerado e tetrazólio, realizando também o monitoramento da temperatura e umidade do local e da massa de sementes. Além disso, não se pode esquecer dos dois testes de qualidade obrigatórios para a comercialização de sementes, que são a germinação e pureza, com valores mínimos estabelecidos para cada cultura. Há ainda testes que podem ser feitos após o tratamento industrial de sementes e antes da expedição, para avaliar a capacidade de emergência da semente.

A seguir, você pode observar os testes de qualidade mais realizados em cada etapa do processo produtivo de sementes:

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