Soja: fase reprodutiva exige atenção redobrada para ataque de percevejos

Embora estejam presentes desde a fase de desenvolvimento vegetativo das culturas, é no período reprodutivo que os percevejos ocasionam os maiores prejuízos nas lavouras de soja. Conforme o engenheiro-agrônomo e doutor em Sementes Alexandre Gazolla, a perda de rendimento de grãos pode chegar a 30% em lavouras comerciais devido ao ataque de percevejo. “O dano deste inseto é o que mais prejudica a cultura, reduzindo o vigor e a viabilidade em áreas de produção de sementes, além de alterar balanço de proteínas, óleos e reduzir o peso de grãos”, explica Gazolla.

Nas diferentes regiões produtoras de soja no Brasil ocorre um complexo de espécies, com destaque para o percevejo-marrom (Euschistus heros), o verde-pequeno (Piezodorus guildinii) e o percevejo-verde (Nezara viridula), considerados os mais importantes. Há também uma quarta espécie que nos últimos anos vem chamando atenção que é o barriga-verde (Dichelops furcatus). “A predominância de uma ou mais espécies varia em função do local de produção, do clima, da cultivar e do estágio fisiológico de desenvolvimento das plantas durante o período de infestação”, destaca.

Uma das estratégias de manejo contra a praga é o controle químico, porém, este sempre deve estar associado ao monitoramento integrado de pragas. Segundo Gazolla, a correta identificação das pragas é fundamental para determinação dos níveis de infestação. “O controle deve ser realizado na fase reprodutiva da soja, sempre que a população for maior ou igual a dois percevejos por pano de batida. Caso exista ocorrência na fase vegetativa, as aplicações devem ser antecipadas”, orienta o agrônomo.

Ele também reforça que as vistorias de avaliação devem iniciar na fase vegetativa, seguindo para o período de formação (R3) e enchimento das vagens até o início de maturidade fisiológica (R7.3). É recomendado sempre o turno da manhã para as avaliações nos campos, até às 10 horas, quando os percevejos estão mais ativos sobre as plantas. “Em áreas destinadas à produção de sementes a recomendação é manter nível zero deste inseto, devido aos sérios danos causados por estes, reduzindo drasticamente os níveis de vigor e germinação das sementes em áreas de produção”, salienta.

É válido ressaltar que na produção de grãos, o problema não termina na colheita, a praga pode injetar uma toxina que causa fermentação da massa de grãos na pós-colheita. É o que esclarece Gazolla: “O percevejo-marrom, por exemplo, responsável por reduções no rendimento e na qualidade das sementes, em consequência dos danos causados pelas picadas e pela inoculação de patógenos, como o fungo Nematospora corylii. Este fungo é uma levedura que pode causar a deterioração de grãos e sementes, semelhante ao ataque de bactérias. No campo, os grãos atacados ficam menores, enrugados, chochos e tornam-se mais escuros. A má-formação das vagens e dos grãos resulta na retenção foliar nas plantas de soja, que não amadurecem na época da colheita”, exemplifica Gazolla.

Principais ações e danos associados à praga

  • Monitoramento das áreas na entressafra e durante todo o ciclo
  • Aplicações antecipadas em área total
  • Aplicações adicionais nas bordaduras da lavoura
  • Os dados podem chegar a 30% da produtividade de grãos
  • Plantas atacadas podem permanecer verdes ao final do ciclo
  • Adotar práticas de manejo da resistência de insetos, como a rotação de ingredientes ativos

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