Preciso atender uma reclamação na emergência de soja e agora?

Estamos em pleno processo de semeadura e emergência dos campos de produção de soja em diversas regiões produtoras de grãos do Brasil. Neste contexto, identificar quais as limitações que geram problemas na germinação, emergência e, consequentemente, no desenvolvimento inicial de plantas têm sido importante não apenas para o agricultor, mas também para quem produz e comercializa sementes.

Conforme o engenheiro-agrônomo e doutor em Sementes Alexandre Gazolla, diversas pesquisas apontam que aproximadamente 50% das limitações nessas fases estão relacionadas à baixa qualidade das sementes utilizadas. “Me refiro a qualidade física, fisiológica, genética e sanitária. Os demais 50% podem ser associados a limitações nas técnicas de manejo e implantação dos campos”, explica Gazolla, que é especialista em Atendimento de Reclamações na cultura e em Boas Práticas de Plantio.

Com isso, se faz necessário durante a semeadura prezar por condições ideais de temperatura, umidade do solo, profundidade correta e uniforme na deposição das sementes no sulco. “O sucesso nesta etapa está relacionado à qualidade das sementes utilizadas e ao manejo do sistema de produção ao longo dos últimos anos, fatores que afetam positivamente ou negativamente a plantabilidade, o estabelecimento inicial e, consequentemente, todas as demais fases fenológicas até a colheita”, detalha Gazolla.

Após a emergência das plantas nas áreas de produção, o acompanhamento nas fases iniciais é fundamental para identificação de pragas, doenças, plantas daninhas e possíveis problemas que possam ter afetado o estande de plantas, comprometendo com isso a rentabilidade da lavoura.

Para profissionais que atuam no setor de atendimento de reclamações, é importante entender com precisão as variáveis ambientais e outros aspectos que interferem no estabelecimento da cultura. Ele precisa ter domínio técnico para avaliar desde a produção desta semente, o transporte, o processamento, bem como em qual condições esta foi semeada. “As atividades diárias desses profissionais devem estar alinhadas a esse manejo dos ambientes de produção. Com isso, é possível identificar se há problemas nas sementes produzidas e que vão ao campo ou se as limitações maiores estão nas lavouras, devido ao manejo de solo e outros detalhes”, completa.

Principais fontes de variabilidade

  • Sementes com baixos índices de vigor e germinação
  • Excesso de profundidade de semeadura
  • Semeadura superficial
  • Solos com altos índices de compactação
  • Superdose no tratamento de sementes
  • Deriva de herbicidas aplicados em áreas próximas
  • Resíduo de herbicidas no solo
  • Temperatura do solo alta ou baixa
  • Falta ou excesso de umidade no solo
  • Excesso de palha sobre o solo, dificultando o processo de corte da palha e distribuição uniforme das sementes pela semeadora
  • Falta de palha sobre o solo, alterando a temperatura e a disponibilidade de água no solo
  • Ocorrência de chuvas em um intervalo igual ou menor que 16 horas após a semeadura
  • Ataque de pragas ou doenças durante o processo de germinação e emergênci

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