Arroz: o protagonista do momento

Nos holofotes dos noticiários, o setor arrozeiro vive um momento histórico de alta nos preços no mercado brasileiro. Um dos principais motivos é a taxa de câmbio elevada, que impulsiona as exportações ao mesmo tempo que reduz a oferta no mercado doméstico. Por outro lado, também é necessário considerar que com o dólar em alta os custos de produção da agropecuária aumentam, já que boa parte dos insumos é cotada na moeda americana. Na prática, para que as empresas brasileiras consigam manter o produto no mercado interno é necessário pagar mais e o valor acaba refletindo nas gôndolas dos supermercados. Sobre os rumores de desabastecimento, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) informa que não há possiblidade disso acontecer.

O momento é de perspectivas favoráveis para os orizicultores. Segundo o acompanhamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea-Esalq/USP) em parceria com o Senar/RS, de janeiro a junho deste ano, as exportações brasileiras de arroz somaram 982,9 mil toneladas, um crescimento de 67,3% ante igual período de 2019. Paralelamente, a cotação da saca de 50 quilos do produto no Rio Grande do Sul, principal Estado produtor, subiu mais de 124%, vendido acima de R$ 100 pela primeira vez desde o início dos levantamentos, em 2005.

Irga prevê aumento de área para o Rio Grande do Sul

Para a safra 2020/2021, a intensão dos produtores gaúchos é de semear 969.192 hectares, um crescimento de 3,5% em relação à área da safra anterior – mas ainda no menor patamar desde 2006 –, quando foram implantados 936.316 ha, de acordo com o levantamento realizado pela Divisão de Assistência Técnica e Extensão Rural (Dater) do Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga), a partir de informações coletadas pelas equipes dos Núcleos de Assistência Técnica e Extensão Rural (Nates) do Irga junto aos orizicultores.

Mapa mostra levantamento por regional produtora. Fonte: Irga

Em relação à semeadura de soja em rotação com o arroz, o levantamento do Irga projeta uma área de 353.731 hectares, com um incremento de 20.937 ha em relação aos 332.794 ha da safra anterior.

Para o diretor-técnico da autarquia, o engenheiro-agrônomo Ivo Mello, os produtores entenderam o processo de fazer as coisas certas, no momento certo e com os recursos adequados. “Apesar do preço do arroz com alta histórica, o arrozeiro está com uma intenção de área muito parecida com a safra anterior porque entendeu esse recado: para ser eficiente e para ter lucro, precisa ter planejamento e que seja muito bem executado”, ressaltou.

Apesar do aumento de área semeada, as previsões indicam que a oferta nacional a partir de março de 2021, quando será colhida a safra semeada neste mês, não deve ser suficiente para conter a expressiva valorização recente do grão. “Óbvio que, na colheita, talvez não tenhamos o mesmo preço que estamos observando hoje, de R$ 110 a saca, mas, certamente, caso se mantenha esse ritmo de mercado e a área projetada, a gente tem condições de experimentar preços acima de R$ 60 em março do ano que vem, quando será colhida a safra atual”, apontou Mello em uma entrevista à Revista Globo Rural.


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