Plantas de alta performace: tudo começa no plantio

Um dos grandes pilares do manejo para altas produtividades é o estabelecimento de plantas com alto potencial produtivo, as chamadas plantas de alta performance. Para isso, é importante que os produtores sigam as boas práticas de plantio. Observar e planejar o momento ideal para semear o material genético escolhido é fundamental para a semente completar todas as fases de germinação e constituir uma planta de alta performace, além de outros fatores que você pode conferir neste conteúdo.

O uso de sementes com altos índices de vigor e germinação são essenciais. Esses dois fatores são fundamentais para evitar, inclusive, as falhas, plantas duplas e dominadas. Quando as sementes não atendem esses dois padrões – vigor e germinação –, os produtores acabam, muitas vezes, aumentando a quantidade de sementes e não conseguem alcançar um estande ideal. Quando há um estande irregular, a tendência é que as plantas emergidas dominem as plantas que emergirão posteriormente, este é considerado um fator preocupante, pois ocasiona redução na produção e, consequentemente, uma menor rentabilidade ao produtor.

A rastreabilidade e a plantabilidade são outros fatores que podem contribuir positivamente no estabelecimento de plantas com alta performace. A rastreabilidade garante a procedência e a qualidade, gera mais segurança ao produtor e o cálculo da plantabilidade ajuda a posicionar essa semente de forma correta, gerando uma população adequada.

Além de sementes com alto índice de vigor e germinação, a “peça-chave” do sistema de produção de grãos é um solo bem estruturado no que se refere a disponibilidade de água, temperatura adequada para que ocorra o processo de germinação e, consequentemente, a emergência dessas plantas e profundidade correta na deposição das sementes.

Na ausência de chuva, nas primeiras 16 horas após o plantio, é preciso ter as condições mínimas para que ocorra o contato semente-solo, que ela consiga absorver água, interagir com aquela temperatura que está no ambiente, que não pode ser muita alta e nem muito baixa, e conseguir passar pelas fases da germinação e seguir com a sua emergência.

Profundidade: 3 cm de profundidade
Temperatura: 22°C a 28°C

O manejo da palha é muito importante nesse processo. A organização da palha permite que esta acelere o seu processo de decomposição e crie um ambiente ideal para o corte da semeadura, assim, facilita o trabalho da máquina em depositar a semente no solo de forma uniforme. Há muitos casos em que a palha é empurrada para de baixo do solo, o que faz a semente, quando depositada no solo, ficar incrustada na palha; ou, ainda, há casos em que há dificuldade no corte da palha, o que acaba gerando variações na profundidade de semeadura.

Nesse sentido, são três grandes limitações nesse processo e que os produtores devem se atentar: sementes incrustadas na palha; dificuldade de corte e semente sobre o solo.

Estamos aproximadamente com uma janela de 50 dias até a semeadura da soja para essa palha se acomodar, reorganizar no solo. Se não ocorrer contato semente-solo, não haverá absorção de água e nem interação com a temperatura.

Ah, nesse contexto, deve-se considerar também a importância das plantas de serviço.

Quando falamos de ambiente de semeadura e emergência de plantas de alto potencial eu costumo dizer que o agricultor tem duas opções: utilizar o vigor para estabelecer plantas de alta performace no campo com alta produtividade e alta uniformidade ou utilizar o vigor das sementes para superar limitações.

Alexandre Gazolla

Este conteúdo foi produzido baseado em informações técnicas do engenheiro-agrônomo e doutor em Sementes Alexandre Gazolla.

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