“Mais de 84% dos agricultores utilizam pelo menos uma tecnologia digital”

Uma recente pesquisa realizada em parceria entre Embrapa, Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) e Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) revelou que 84% dos agricultores brasileiros já utilizam, ao menos, uma tecnologia digital como ferramenta de apoio na produção agrícola. Isso mostra que as tecnologias têm sido eficientes nas mais diversas áreas do agronegócio e, portanto, nos leva à uma perspectiva de aumento em relação a adoção destas por parte dos produtores rurais.

Outro dado interessante trazido por esta pesquisa é que 32,5% dos agricultores gostariam de usar as tecnologias para certificações e rastreabilidade. Comparada as outras intensões apresentadas nesta parte do estudo, esse número ainda é tímido. No setor de alimentos, tendo em vista a crescente demanda dos consumidores por informações sobre a origem dos produtos, esse número de adesão deve crescer nos próximos anos. Enquanto profissionais ligados à área de rastreabilidade alimentos, entendemos que a transparência é mais que um diferencial dentro do processo de produção dos alimentos, já é uma exigência dos órgãos fiscalizadores.

Outra questão a ser considerada, e que também embasa essa nossa projeção de aumento no uso na rastreabilidade, é que a pandemia gerada pelo Covid-19 nos trouxe novos hábitos de consumo de alimentos que, inclusive, vão ficar após esse período, como a procura por produtos com origem garantida, que prezam pelo controle de qualidade. Hábitos saudáveis de consumo também foram reforçados nesta temporada e devem continuar sendo prioridade de muitas famílias brasileiras.

Como os consumidores vão saber se os produtos que estão consumindo são de boa procedência, ou se poderão causar qualquer desconforto à sua família? A rastreabilidade surge com esse intuito: tornar a experiência de consumo segura e contribuir com a saúde e o bem-estar das pessoas. Consequentemente, o produtor que aderir esse sistema estará reforçando o seu compromisso com os seus clientes e com o desenvolvimento do agronegócio brasileiro.

“O barato se torna caro”

Outro dado apontado pela pesquisa é que um dos obstáculos para os agricultores acessarem as tecnologias é o valor do investimento. Dos 66,9% produtores rurais entrevistados para este estudo – 33,1% foram empresas e prestadores de serviços – 67,1% responderam que não investem em tecnologias por conta do valor das ferramentas.

De fato, hoje no mercado existem diversas alternativas e, muitas vezes, inacessíveis ao bolso do público que mais precisa destas. Mas, é válido ressaltar que quando uma tecnologia é capaz de suprir a demanda que você tem na sua produção de alimentos e ajudar no alcance de novos mercados, um investimento mais caro deve ser considerado. Ter cautela, planejar e calcular é essencial, mas também é preciso pensar “fora da caixa” para prosperar nos negócios. O custo-benefício deve ser levado em conta sempre.

 

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