8 fatores que influenciam o consumo de alimentos

o perfil do consumidor

Há algum tempo, o consumidor de alimentos buscava basicamente 3 atributos: sabor, preço e praticidade. Entretanto, muita coisa mudou, inclusive os hábitos de consumo. Agora existem outros fatores que influenciam na hora da compra, como alimentação saudável, sustentabilidade e tecnologia, já que os consumidores estão mais informados e conscientes.

Pensando nisso, queremos compartilhar com vocês 8 fatores que influenciam o perfil do consumidor de alimentos. Essas informações foram publicadas em 2019, em uma matéria da Revista Hortifruti Brasil e são resultado de um levantamento da equipe da revista com base em diversas pesquisas e estudos realizados anteriormente. Leia a edição na íntegra aqui.

Além dos já citados e tradicionais fatores que listamos acima, como sabor, preço e praticidade, outros foram sendo incorporados ao longo do tempo nos hábitos das pessoas. Vamos conhecê-los:

8 fatores que influenciam o consumo de alimentos

entendendo os fatores

Os consumidores estão mais conscientes e atentos aos benefícios e malefícios que alimentos podem proporcionar e, por isso, buscam por uma alimentação mais saudável. Produtos naturais, com antioxidantes, vitaminas, entre outros aspectos, entram em cena, valorizando justamente as frutas e hortaliças.

Muito mais do que apenas comprar um produto, o consumidor adquire uma experiência com a marca, e isso compreende tudo que está envolvido no processo de compra. Podemos citar alguns fatores, como a apresentação do ambiente e disposição dos produtos no local, qualidade do atendimento, personalização do produto, envolvimento com o cliente (presencialmente ou nas redes sociais, por exemplo), entre outros pontos. Pessoas não compram apenas produtos ou serviços, pessoas compram experiências.

Na hora da compra, o cliente leva em conta o impacto social que o produto consumido causa, tanto na natureza, quanto na economia e nas pessoas. Nesse sentido, os produtores locais e a venda direta são uma opção, valorizando a economia e produção local, já que transportes a longas distâncias causam perdas, exigem mais embalagens e gastam mais energia, por exemplo. Já no caso das redes varejistas, elas têm sido cobradas pelos critérios em relação à seleção de fornecedores e ao tratamento com seus funcionários. Não só o financeiro importa, mas o ambiente em que estamos inseridos e as pessoas que fazem parte dele também.

Os consumidores demandam informações sobre a cadeia de produção de alimentos de forma clara e simples. E é aí que entra a rastreabilidade, uma ferramenta para auxiliar na disponibilização dessas informações para os clientes de forma prática. Basta apontar a câmera do celular para um código na embalagem do produto para acessar detalhes da produção do alimento adquirido. Oferecer essa transparência gera mais confiança do cliente com a marca e auxilia em uma experiência positiva de compra.

Esse fator tem relação com o anterior, pois uma vez que há mais transparência das etapas produtivas do alimento, também deve existir mais segurança no processo. Para o consumidor, a segurança do alimento tem relação com diversos fatores, como uma composição nutricional mais balanceada, uso de ingredientes naturais ou artificiais e redução ou remoção de produtos alergênicos. Além disso, nesse fator também podemos encaixar os resíduos de defensivos agrícolas nos alimentos. A INC 02/2018 e o processo de rastreabilidade servem justamente para assegurar ao consumidor que vegetais com níveis acima do recomendado não sejam comercializados e que se caso isso ocorra, os envolvidos sejam rapidamente localizados.

De fato, o consumidor não é mais o mesmo. Os fatores que influenciam os hábitos de consumo estão impactando o mercado global, nacional e local, em diferentes intensidades. É importante sempre estar atento e alinhado com novas tendências que possam surgir, deixando o negócio mais preparado, o produto mais adequado e o cliente mais satisfeito.

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