Controle de qualidade na produção de sementes de soja: por que é importante fazer?

O Brasil é o maior exportador global de soja e nesta safra irá registrar um aumento de quase 8% na produção. Com base nisso, o país deve ultrapassar os EUA, tornando-se também o maior produtor mundial desta mercadoria. Veja no gráfico abaixo mais detalhes sobre os dados:

Gráficos texto controle de qualidade soja

 

Essa alta na produção de soja não tem relação apenas com o aumento da área plantada, mas também com o melhoramento genético, que disponibiliza cultivares mais adaptadas às diversas regiões produtoras do Brasil e consequentemente eleva a produtividade.

Sabemos que para atingir uma produção elevada de grãos, é necessário investir em sementes de qualidade. Mas para chegar a essa semente ideal, é preciso um controle de qualidade em todas as etapas do processo produtivo. Tudo se inicia nos campos de produção, que devem ser regidos por normas e acompanhados de perto por técnicos qualificados, focando no manejo rigoroso de plantas daninhas, doenças e pragas, pois dependendo da incidência o campo pode ser condenado.

Outro momento crítico da produção é a pré-colheita, momento em que a semente atingiu a maturidade fisiológica, mas ainda não pode ser colhida devido a sua umidade elevada, permanecendo no campo e aguardando a redução da umidade. Nesta etapa, é preciso atentar às variações climáticas, como temperatura, umidade e a ocorrência de chuvas, que causam deterioração e consequentemente perda de qualidade. Vale lembrar que não são todas as cultivares que reagem da mesma forma a essas variações, de acordo com a Embrapa (2016). As que possuem mais que 5,3% de lignina no tegumento apresentam mais qualidade em função da maior tolerância à deterioração por umidade e também aos danos mecânicos causados durante a colheita e o beneficiamento.

Devido a fatores como os que citamos acima, é importante que o controle de qualidade esteja inserido em todo o processo produtivo, monitorando a qualidade por meio de testes. Na pré-colheita, por exemplo, temos o teste de tetrazólio, que identifica danos causados por percevejo e deterioração por umidade, expressando principalmente o vigor das sementes. Já durante a colheita, as sementes devem passar por avaliação de dano mecânico, identificado por meio de teste como o hipoclorito e a avaliação de bandinha.

Estando o campo colhido e as sementes transportadas, inicia o processamento na UBS. No momento da recepção, são realizados testes de pureza física e varietal e de umidade. Após o beneficiamento das sementes, são realizados testes que expressam o vigor, utilizando os testes de envelhecimento acelerado e tetrazólio, realizando também o monitoramento da temperatura e umidade do local e da massa de sementes. Além disso, não podemos esquecer dos dois testes de qualidade obrigatórios para a comercialização de sementes, que são a germinação e pureza, com valores mínimos estabelecidos para cada cultura.

Há ainda testes que podem ser feitos após o tratamento industrial de sementes e antes da expedição, para avaliar a capacidade de emergência da semente.

A seguir você pode observar os testes de qualidade mais realizados em cada etapa do processo produtivo de sementes. Mas lembre-se: o controle de qualidade começa na escolha e preparo dos campos de produção, com profissionais, equipamentos e manejos adequados. Os testes servem como parâmetros de avaliação e auxílio na tomada de decisões.

Testes controle de qualidade soja

 

A produção de sementes de alta qualidade exige um rígido manejo dos campos de produção, aliado a um eficiente controle de qualidade. Tudo isso para entregar ao produtor uma semente que expresse todo o seu potencial genético produtivo, para que se possa produzir sempre mais em menor área.

 

 

 


andressa

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