O que você sabe sobre produção de alimentos orgânicos?

Pra começo de conversa: o que são produtos orgânicos?

A grosso modo, são aqueles que não incluem no seu processo produtivo adição de defensivos agrícolas, nem uso de adubos químicos e/ou substancias sintéticas. No cultivo são usados apenas produtos também orgânicos.


Não é novidade que os consumidores estão cada vez mais atentos em relação aos produtos que colocam à mesa, afinal, quando se trata de saúde, a conscientização acaba se tornando um movimento unânime. Por isso, os alimentos oriundos da produção orgânica ganham destaque nos supermercados, no cardápio de restaurantes, entre outros estabelecimentos comerciais que já perceberam esse nicho de mercado e trabalham para atender essa “onda de consumo” que, inclusive, veio para ficar.

Em 2018, segundo dados do Conselho Brasileiro da Produção Orgânica e Sustentável (Organis), o mercado brasileiro de orgânicos faturou R$ 4 bilhões. Falando um pouco mais de números para entender o quanto esse gargalo de mercado é crescente no mundo inteiro, a Federação Internacional de Movimentos da Agricultura Orgânica (Ifoam) divulgou um estudo em 2019 que mostra que este segmento cresceu em todos os continentes, atingindo área recorde de cerca de 70 milhões de hectares.

Alimentos orgânicos mais consumidos
Fonte: Federação Internacional de Movimentos da Agricultura Orgânica (Ifoam)

 

Os desafios

Apesar da tendência de mercado e consumo crescente, a produção orgânica ainda enfrenta alguns desafios, como a ausência de insumos apropriados – diferente do que acontece na agricultura convencional. A falta de biofertilizantes e defensivos naturais para afastar insetos ou doenças, além de sementes, são alguns dos fatores que inibem a produção. Outras questões, como assistência técnica e logística, também são apontadas por produtores como itens que intimidam a agricultura orgânica. Os dados são de uma pesquisa realizada pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), também divulgada no ano passado.

O diferencial

Entretanto, a produção conta com mecanismos que garantem a procedência dos alimentos, fazendo com que o consumidor final tenha acesso a informações de todo o processo produtivo até a comercialização – um grande diferencial no mercado de alimentos hoje. Para a venda, inclusive, produtores rurais, distribuidores e o varejo, especialmente os supermercados, precisam se adequar a legislação, usufruindo de selos e certificações, por exemplo, que validam a origem orgânica dos alimentos. A INC 02/2018, a normativa da rastreabilidade de vegetais, está aí para reforçar o diferencial da produção orgânica.

Então, a lei vale para os produtos orgânicos? Sim, vale para todos os produtos que estão dispostos na instrução normativa. Você lembra quais os produtos orgânicos mais consumidos descritos ali em cima? Então, a alface, o tomate, a banana, a maçã e o brócolis são alguns dos alimentos discriminados na norma vigente – é válido lembrar que estes foram divididos em grupos com diferentes prazos em que começa a valer a lei para cada um.

Hoje, felizmente, já é possível observar algumas iniciativas com foco no desenvolvimento de tecnologias e insumos que contemplem essa atividade, afinal, cada vez mais esta deve chamar atenção dos consumidores, especialmente das novas gerações – que contam com muito mais ferramentas para acesso às informações, estão atentas às tendências de mercado e dispostas a segui-las.


*Colaboração: Revista Novo Rural

equipe-o-agro

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