7 passos para iniciar a rastreabilidade da sua produção de alimentos

Pensando na adequação à normativa da rastreabilidade de alimentos, separamos alguns passos que você deve seguir para começar a rastrear a sua produção. Confira quais são eles:

1º – Saber o que é a rastreabilidade de alimentos

De forma objetiva, podemos dizer que a rastreabilidade de alimentos se refere a um conjunto de procedimentos que permitem detectar a origem e conhecer a movimentação de um produto ao longo da cadeia produtiva, ou seja, o caminho percorrido pelo alimento, desde a sua produção até o consumidor final. Essa movimentação é acompanhada por meio de elementos informativos e documentais registrados, que permitem saber, basicamente, o que é o alimento, de onde veio, o que foi feito com ele e para onde foi.

2º – conhecer a inc 02/2018 e observar em qual prazo a sua produção se encaixa

A Instrução Normativa Conjunta nº 02/2018 trata sobre os procedimentos referentes à rastreabilidade ao longo da cadeia produtiva de vegetais frescos destinados à alimentação humana, com o objetivo de realizar o monitoramento e controle dos resíduos de agrotóxicos nos alimentos. A norma foi criada pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) e Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e prevê que todas as frutas e hortaliças devem fornecer informações padronizadas capazes de identificar o produtor ou responsável, no próprio produto ou nos envoltórios, caixas, sacarias, placas de gôndola e outras embalagens. Sendo assim, conhecer a INC 02/2018 e tudo o que ela prevê é um dos primeiros passos para iniciar a rastreabilidade da sua produção de alimentos. Para te ajudar com isso, preparamos um Guia Rápido com os principais pontos da normativa (clique aqui para acessar e baixar).

Outra coisa bem importante é que os alimentos foram divididos em grupos com diferentes prazos de adequação à lei para cada um deles. A primeira etapa dos prazos engloba apenas a rastreabilidade (informações mínimas que devem constar na consulta do produto) e a segunda etapa é a vigência plena, que inclui o caderno de campo (registros dos insumos e defensivos agrícolas aplicados). A uva, por exemplo, já está no período de vigência plena, enquanto que a banana exige apenas a rastreabilidade por enquanto, já que a fiscalização do caderno de campo para este alimento começa efetivamente em agosto de 2020.

3º – classificar e organizar os locais de produção

A organização dos locais de produção tem relação direta com a organização das informações da rastreabilidade. Por isso, classifique e organize suas estufas ou canteiros, pois é a partir desses locais que se originam os lotes de produção. Geralmente se usam nomes e/ou números, como por exemplo “Estufa 1”, Canteiro A”. Além disso, existem as subdivisões dentro desses locais, como bancadas ou outras nomenclaturas que você usa. Um exemplo de identificação: “Estufa 2 – bancada 1” e “Estufa 2 – bancada 2”. Com isso, é possível ter uma boa organização de como e onde estão os lotes de produção, além de ficar mais fácil na hora de identificar qual foi o manejo aplicado em cada um deles e posteriormente informar o lote do produto que está sendo comercializado na expedição.

4º – formar lotes de produção

O lote nada mais é do que um grupo de produtos vegetais frescos de uma mesma espécie, variedade ou cultivar, que são produzidos pelo mesmo produtor, em um mesmo espaço de tempo determinado, sob condições similares de manejo. Com a formação de lotes, é possível ter o controle e informações detalhadas de cada um, como por exemplo, data do plantio, adubações, manejo fitossanitário, colheita, entrega, entre outras informações.

5º – tornar hábito a utilização do caderno de campo

O caderno de campo sempre teve papel fundamental dentro das práticas agrícolas e com a INC 02/2018 tornou-se obrigatório para quem produz frutas e hortaliças. Esse instrumento serve para realizar a identificação de lotes e os registros dos respectivos insumos agrícolas, tratamentos fitossanitários e quaisquer outras práticas agrícolas adotadas durante o ciclo produtivo de um alimento. Lembre-se que as informações registradas no caderno de campo devem ficar disponíveis para fiscalização por, no mínimo, 18 meses.

6º – gerenciar as informações dos lotes e elaborar o código de rastreabilidade

O gerenciamento das informações de cada lote começa já na hora da semeadura/plantio e perpassa todos os processos produtivos, como manejos, aplicação de produtos, colheita, expedição, entre outros. Para ajudar o produtor nesse sentido, desenvolvemos o sistema Origem Garantida, que permite o registro, organização e gestão de todas essas informações. Nesse processo, é preciso elaborar um código de rastreabilidade que irá vincular os registros realizados aos respectivos lotes na hora da consulta. Cada lote deve ter um código de rastreabilidade único.

7º – tornar as informações disponíveis para os clientes e agentes de fiscalização

Todos os entes da cadeia produtiva de produtos vegetais frescos são corresponsáveis pelo processo de rastreabilidade, inclusive na hora de disponibilizar as informações sobre os alimentos. As informações obrigatórias mínimas podem ser consultadas no nosso Guia Rápido da INC 02/2018 (clique aqui) e devem estar disponíveis para os agentes de fiscalização. Mas para além disso, você pode ainda incluir diversas outros dados na consulta, como, por exemplo, sobre sua empresa, receitas, fotos do local de produção, avaliação do produto, entre outras coisas para despertar o interesse do cliente e se diferenciar no mercado.

Mas como disponibilizar essas informações? Justamente por meio código de rastreabilidade que falamos anteriormente, já que é ele que vai vincular as informações ao seu respectivo lote. A consulta pode ser feita por meio de um QR Code na embalagem do produto que redirecione para as informações do lote ou mesmo digitando o código de rastreabilidade no site que contém as informações (pode ser o próprio site da sua empresa, basta criar um espaço para consulta integrada).

Com isso, é possível transportar as informações sobre um produto através dos elos da cadeia produtiva, oferecendo ao consumidor final mais transparência e garantia de origem.

E então, agora que você conheceu os 7 passos, que tal rastrear a sua produção de alimentos? Fale com a equipe O Agro.


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